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Esquizofrenia e outras perturbações psicóticas

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A Esquizofrenia é uma perturbação mental grave que afeta a forma como a pessoa pensa, sente, percebe a realidade e se relaciona com os outros. Surge habitualmente no final da adolescência ou no início da idade adulta.

Principais sintomas

1. Sintomas positivos

São experiências que normalmente não estão presentes:

  • Alucinações (especialmente ouvir vozes);
  • Delírios (crenças falsas persistentes);
  • Pensamento desorganizado;
  • Comportamento desorganizado ou agitado.

2. Sintomas negativos

Correspondem à diminuição de capacidades habituais:

  • Falta de motivação (avolição);
  • Redução da expressão emocional;
  • Isolamento social;
  • Diminuição da capacidade de sentir prazer (anedonia);
  • Pouca iniciativa nas atividades diárias.

3. Sintomas cognitivos

  • Dificuldades de atenção e concentração;
  • Problemas de memória;
  • Dificuldade em planear e organizar tarefas.

Possíveis causas

A esquizofrenia resulta geralmente da combinação de vários fatores:

  • Predisposição genética;
  • Alterações neurobiológicas cerebrais;
  • Complicações durante o desenvolvimento cerebral;
  • Fatores ambientais e psicossociais;
  • Consumo de substâncias psicoativas, especialmente canábis em pessoas vulneráveis.

Não existe uma causa única identificada.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e realizado por um psiquiatra, através de:

  • Entrevista clínica detalhada;
  • Avaliação dos sintomas e da sua duração;
  • História pessoal e familiar;
  • Exclusão de causas médicas ou neurológicas.

Não existe um exame laboratorial específico que confirme a esquizofrenia.

Tratamento

O tratamento mais eficaz combina várias abordagens:

Medicação antipsicótica

Exemplos incluem:

  • Risperidona
  • Olanzapina
  • Quetiapina
  • Aripiprazol
  • Clozapina

Intervenção psicológica

  • Psicoeducação;
  • Terapia cognitivo-comportamental;
  • Treino de competências sociais;
  • Apoio à família.

Reabilitação psicossocial

  • Apoio na integração profissional;
  • Desenvolvimento da autonomia;
  • Programas de recuperação funcional.

Prognóstico

O prognóstico varia de pessoa para pessoa.

Fatores associados a melhor evolução:

  • Diagnóstico e tratamento precoces;
  • Boa adesão à medicação;
  • Rede familiar e social de apoio;
  • Ausência de consumo de drogas;
  • Acompanhamento multidisciplinar regular.

Muitas pessoas com esquizofrenia conseguem estudar, trabalhar e ter uma vida autónoma quando recebem tratamento adequado.

Sinais de alerta que justificam avaliação urgente

  • Ouvir vozes que dão ordens ou ameaçam;
  • Ideias de perseguição intensas;
  • Confusão marcada ou perda de contacto com a realidade;
  • Comportamentos de risco;
  • Pensamentos de suicídio ou autoagressão.

Nestes casos deve procurar assistência médica urgente ou contactar os serviços de emergência.

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