O luto define-se como o processo de adaptação à ausência de algo valioso, encontrando novos significados para essa perda e mudanças. Na consulta falamos de luto no seu sentido mais abrangente – como as situações de divórcio, a doença crónica (como a diabetes, doença oncológica…) e a adaptação a novas rotinas, a antecipação e “preparação” para uma perda iminente, a perda perinatal, bem como a perda por morte. Pretendemos criar uma resposta especializada repartindo a nossa ação pela intervenção direta com a criança, ou jovem e com o adulto, no aconselhamento na área do luto, esclarecendo inquietações e partilhando estratégias. Fazemos sempre lutos, de perdas menores ou maiores, e por vezes precisamos de ajuda para os integrar.
O processo de luto é universal, mas falar sobre ele nem sempre é fácil. O luto não é uma doença, mas sim um processo onde o tempo de cada um é respeitado e onde as tarefas a elaborar são mais importantes do que a fase em que se “está”.
A dor e impacto de uma mudança ou perda significativa poderá manifestar-se, de acordo com a faixa etária, através de alterações somáticas, emocionais, cognitivas e comportamentais. Por exemplo, alterações na atenção e memória, perda do sentido da vida, sentimentos de tristeza ou zanga muito intensos, entre outros. A dor da perda existe dentro de nós (intrapessoal), no que fica na relação com os outros (interpessoal) e no que passamos a ler do mundo e do seu sentido (existencial). Importa olhar, avaliar e escutar para além das manifestações, a sua função em cada pessoa.
Por vezes, esta dor é difícil de arrumar e a tendência de inibir o processo de luto não é irrelevante: adiar, disfarçar, racionalizar, funcionar sem sentir e sem integrar. O desconhecimento sobre o luto nas crianças e adolescentes aumenta esta desvalorização, adiando problemas. Os mitos e obrigações sobre os adultos, em que “há que seguir para a frente”, deixa-os sem respostas de apoio e abre espaço a um luto patológico.
Pretendemos, assim, criar uma resposta especializada de investigação e intervenção, diferenciando respostas de apoio no luto e no luto complicado. Na intervenção dá-se voz à dor da perda e dos acontecimentos de vida, conhecendo o seu impacto e ajudando a trilhar um caminho de reintegração da perda. A intervenção baseia-se no Modelo Integrativo-Relacional de Intervenção no Processo de Luto.
Áreas de intervenção:
- Avaliação de crianças e adolescentes que apresentam dificuldades atuais e registam uma história de perda ou mudança significativa.
- Intervenção terapêutica no processo de luto (criança, adolescentes e adultos).
- Intervenção terapêutica no processo de divórcio com a criança ou jovem.
- Promoção de grupos terapêuticos.
- Promoção de ações de sensibilização em escolas.
- Aconselhamento a familiares e professores sobre como gerir comportamentos e como comunicar temas difíceis.
- Dinamização de projetos de investigação.
- A intervenção em doença crónica (crianças, adolescentes e adultos) subdivide-se, ainda, em várias áreas de ação:
- Ajustamento ao diagnóstico e mudanças decorrentes.
- Promoção da adesão a tratamentos e intervenções.
- Intervenção na dor (aguda e crónica).
Suporte terapêutico em fases terminais de doença crónica, ajudando a família e o próprio no processo de antecipação da perda
Somos uma equipa interdisciplinar, de psicólogos clínicos especializados em intervenção no luto localizados em Lisboa e no Porto.